Violência doméstica em campanha pelo mundo

 

O dia 25 Novembro assinala o Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres.
Várias associações de apoio às vítimas de violência doméstica celebram este dia pelo mundo
com campanhas de sensibilização para combater este que é um dos problemas mais graves da
sociedade. Reuno aqui 5 exemplos de ações que chamam a atenção para aspectos específicos
mas todas com um mesmo propósito: dizer NÃO à violência doméstica  contra as mulheres.

 

As vítimas «passivas» da violência doméstica

Uma campanha que me chamou particularmente à atenção foi a “Support A Friend” no Reino Unido, dinamizada pela associação contra a violência doméstica Refuge e a marca de produtos de beleza Avon (saber mais). “Support A Friend” é uma campanha que se diferencia das habituais campanhas porque põe o destaque nas vítimas «passivas» da violência doméstica, mostrando que as vítimas da violência doméstica não são só as pessoas que sofrem fisicamente os maus tratos mas também os amigos e os familiares das reais vítimas. Para além disso, é uma campanha bastante interativa apoiada em nove vídeos no YouTube; oito deles colocam uma questão no final e a resposta que dermos conduz-nos a outro dos vídeos (como podem ver pelo vídeo abaixo), sendo que o nono (e último) vídeo leva as pessoas para o website da campanha.

 

 

O monstro não está só debaixo da nossa cama

Também em Portugal, a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) desenvolveu uma campanha criativa (considerada uma das 15 melhores campanhas no concurso internacional Create 4 the UN – “SAY NO to Violence Against Women” promovido pela ONU). As imagens veículadas nesta campanha implicam uma reflexão sobre os contrastes existentes nesta problemática; a campanha inclui retratos de mulheres que apresentam marcas de violência doméstica, mulheres estas que estão vestidas de noiva, como se fosse o dia do seu casamento. A frase «Até que a morte nos separe» remete para a existência de um crescente número de mulheres vítimas de violência doméstica que são assassinadas pelos seus maridos ou companheiros conjugais.

A campanha contou com anúncios de imprensa, mupis e o lançamento do novo site sobre violência doméstica (www.apav.pt/vd), sendo complementada numa segunda fase com um spot de rádio e de televisão.

 

 

Às vezes temos mesmo de «meter a colher»

Depois uma campanha que nos chega da Nova Zelândia: “It’s not OK” (saber mais). Esta campanha está apostada em mudar a dinâmica das comunidades, fazendo ver que qualquer pessoa pode fazer algo para ajudar se desconfiarem de algum acto de violência no seio familiar. O anúncio para a televisão de uma das suas campanhas encoraja mesmo as pessoas a tomarem uma atitude se souberem de alguma situação de violência doméstica no seio familiar:

 

 

O momento em que temos de marcar uma posição

Outra campanha que sensibiliza para a violência contra as mulheres tem a assinatura da organização australiana White Ribbon. A White Ribbon acredita na capacidade de cada pessoa para mudar e de encorajar outros a mudar, afirmando não devemos ter medo de denunciar estas situações porque “thousands of good people have got your back”. Numa tentativa de mudar as atitudes e os comportamentos que levam à violência contra as mulheres, lançou uma série de vídeos com situações típicas do dia-a-dia (no bar, em casa, no trabalho, ou até numa festa) em que as mulheres são «violentadas», como podem ver pelo vídeo abaixo:

 

 

A violência «camuflada» pela própria vítima

Acabo com uma das campanhas que mais me sensibilizou nos últimos tempos: “Lauren Luke – Don’t cover it up campaign”. Pertence à organização Refuge (Reino Unido) e alerta para o facto de a maioria das mulheres esconderem que são vítimas de violência doméstica, mostrando como as mulheres escondem as marcas físicas da violência. A mulher que aparece no vídeo abaixo é apenas uma atriz mas representa a realidade de muitas mulheres por esse mundo fora:

 

As marcas envolvem (e são envolvidas)

Tendo em consideração que o seu foco principal são os factos históricos, o Canal História «juntou-se» ao Foursquare para «educar» os utilizadores sobre sítios historicamente importantes nos EUA e em Inglaterra… quando as pessoas faziam check-in em determinados sítios eram-lhe dadas pequenas informações históricas sobre os sítios (saber mais).

 

Aqui está uma ação curiosa realizada pela Microsoft numa rua de Oslo (Noruega) para promover o lançamento do Windows 8 e uma das suas novas funcionalidades chamada “Live tiles”, e que faz referência à capacidade que tem este sistema operativo de personalizar a tela principal dos nossos dispositivos. Uma ação criativa, mas um pouco difícil de executar. Ora vejam o vídeo abaixo:

 

 

Depois, uma notíca que nos chega do outro lado do Oceano. A página do Facebook e do Twitter da cadeia de lojas comerciais Macy’s tem sido alvo de muitos comentários negativos relacionados com o empresário norte-americano Donald Trump, que tem criticado a Administração de Obama. Tal como outras marcas no meio da controvérsia, os espaços online da cadeia de lojas comerciais tornaram-se «apetecíveis» para o debate. Não importa o conteúdo da informação que seja divulgada, os fãs «viram» logo o assunto de volta a Donald Trump. Um simples post no Facebook que convidava as pessoas a participarem no seu Workshop de Primavera, levou a comentários como “No shopping at Macy’s until Trump is gone! He has gone too far! He not only has damaged his brand name beyond repair but he now threatens your good brand name!” ou até “Please get rid of Trump or I will cut up my card by the weekend.” (saber mais). Este sentimento negativo gerou uma petição pedindo ao retalhista que “Dump Trump”. Esta petição já conta com milhares de assinaturas a pedir, entre outras coisas, que seja retirado todo o merchandise do empresário norte-americano das lojas Macy’.

Como acham que a marca deve proceder?

 

E acabo com uma ação bem divertida da Philips. Como mais de 73% dos homens taiwanensespreferem um look limpo, sem barba, a Philips tinha de arranjar uma forma de despertar o interesse destes homens pelas barbas e bigodes, no sentido de aumentar a penetração dos seus Grooming Kits. Para isso desenvolveram uma ação de realidade aumentada com canecas. Ora vejam as reações no vídeo abaixo:

 

Ações oportunas (ou de oportunidade)

Ao contrário de outras marcas que tentaram (de forma insensível) «capitalizar» com o Furacão Sandy nos EUA (saber mais), a Duracell e a Tide encontraram formas para aprofundar o impacto que têm na vida dos consumidores ao fazer uma coisa boa… a Duracell enviou estações de carregamento para as pessoas carregarem os telefones e dispositivos móveis (ver vídeo), a Tide prestou serviços gratuitos de lavandaria num camião móvel equipado com máquinas de lavar e secar.

 

Depois a Sony colocou smartphones dentro de copos de refrigerante só para «provar» que são à prova de água. A Sony resolveu aproveitar uma das sessões de lançamento de “007 – Operação Skyfall” para promover seu novo Xperia Acro S… ao estilo 007 (saber mais). Vejam como:

 

Alguns utilizadores do Facebook foram surpreendidos no Halloween com questões bem diferentes nas suas caixas de atualização de estado. A caixa que geralmente pergunta “Em que está a pensar?” foi «assombrada» e perguntava coisas como “What’s your favorite Halloween candy?”, “What’s your favorite scary movie?”, “What’s your Halloween costume this year?”,  como podem ver pelas imagens abaixo. Pelos vistos já não é a primeira vez que o Facebook aposta em perguntas temáticas relacionadas com alguma festividade em particular (saber mais), mas para mim é uma novidade. O que pensam sobre isto?

 

As marcas estão sempre à procura de formas para surpreender os consumidores, apostando em ações que fogem um pouco às «regras» da publicidade tradicional. Acabo este post com um desses exemplos… alguma vez vos passou pela cabeça usar um elevador para promover a bolacha Oreo como “a bolacha preferida do leite”?? Vejam como:

 

ESTA SEMANA TEVE AJUDA À INSPIRAÇÃO DE “Pra sonhar” de Marcelo Jeneci. Porque “Nosso mundo, nosso carrossel/ Vai e vem vai/ E não para nunca mais/ De tanto não parar a gente chegou lá”: o caminho para as boas ideias é assim, como um carrossel, mas a gente chega lá.