Pequenos mensageiros, grandes mensagens: quando as crianças se metem nas conversas dos adultos

 

Esta semana fiquei maravilhada com uma ação publicitária da Thai Health Promotion Foundation, desenvolvida recentemente pela Ogilvy Tailândia, que pôs crianças a ajudar os fumadores a largar o vício. As crianças abordavam adultos na rua que estivessem a fumar e pediam-lhes lume para acender um cigarro. Os adultos prontamente recusavam, alertando as crianças para os malefícios do tabaco. Depois de todos os conselhos dos adultos, as crianças entregavam uma brochura que dizia “You worry about me. But why not about yourself?”. RESULTADO: Quase todos os adultos deitaram o cigarro fora. Mas nenhum deitou fora a brochura. Ora vejam o vídeo:

 

Esta campanha – que até já foi considerada uma das mais eficientes ações de anti-tabagismo no país – fez-me pensar como as mensagens trazidas pelas crianças «tocam» tanto os adultos. Crescemos a ouvir dizer “não te metas nas conversas dos adultos”, mas a verdade é que quando se trata de campanhas de sensibilização as crianças parecem ter muita influência na mensagem.

Não é novidade para ninguém que criar ligação emocional é fundamental para campanhas de marketing eficazes. Daí que muitas vezes, as «grandes» mensagens despertam mais atenção quando são trazidas por «pequenos» mensageiros. Foi isso que fez a Sociedade Ponto Verde quando, em 2005, no âmbito da campanha Enganos, lançou em Portugal um spot para televisão com crianças:

 

Outro exemplo é a de uma campanha publicitária no México que usa atores de palmo e meio caracterizados como traficantes, sequestradores, assaltantes, empresários e polícias corruptos (como podem ver no vídeo abaixo). O anúncio, produzido por uma empresa de seguros juntamente com entidades privadas e universidades particulares do país, traz à luz da ribalta os temas que mais afligem a sociedade mexicana, o que causou muita polémica no país.

 

Esta campanha traz uma mensagem contra a violência no país, que já levou à morte de milhares de pessoas, e era dirigida (principalmente) aos candidatos presidenciais às eleições marcadas nesse ano. Na Finlândia, a organização dedicada à responsabilidade parental Fragile Childhood também desenvolveu uma campanha para alertar os pais para os «monstros» em que se tornam aos olhos dos seus filhos quando estão alcoolizados. Durante 60 segundos vemos crianças assustadas que convivem com palhaços, coelhos gigantes, zombies, assaltantes e a própria morte:

 

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