O melhor presente da vida: campanhas de sensibilização para a doação de órgãos

 

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Se há assunto a que sou sensível é a doação de órgãos. É graças a muitas pessoas generosas, seja em vida ou pós-morte, que muitos de nós ainda têm junto de si os seus familiares e amigos. Mas a verdade é que nunca é suficiente. No mundo inteiro há uma grande falta de doadores e isso faz com que surjam grandes listas de espera. Daí que, todos os anos, várias organizações sem fins lucrativos se desdobram em campanhas de sensibilização para a doação de órgãos.

 

A imagem à esquerda é um desses exemplos. Trata-se de anúncio de imprensa da organização Reborn To Be Alive que usou, de forma inteligente, a secção de obituários dos jornais para passar a mensagem:Um dador de órgãos pode salvar até 8 vidas”.

 

Poucos dias depois fui surpreendida com um vídeo em stop motion produzido por alunos de Publicidade da Universidade de Caxias do Sul, do Rio Grande do Sul no Brasil. Este vídeo utiliza o maior ícone dos jogos de vídeo de todos os tempos – Super Mario –, e os seus truques para «ganhar vidas», para alertar para a importância da doação de órgãos, deixando a mensagem: “Heróis nunca morrem. Doar órgãos é doar vida!”.

 

Este vídeo criativo fez-me lembrar uma ação que vi há uns tempos desenvolvida pela agência Young&Rubicam Brasil no início de 2012, para a Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, numa tentativa de mostrar às pessoas a sensação de se esperar anos numa fila por um transplante de órgãos. A ideia foi substituir as senhas convencionais de diversos locais de atendimento por senhas, como as filas no talho ou no posto dos CTT, com números reais de quem espera para receber um órgão.

 

As reações das pessoas a esta ação foi tão impressionante que dei por mim a pesquisar outras campanhas de sensibilização para a doação de órgãos e encontrei algumas dignas de referência. Como por exemplo, a campanha da Santa Casa de Misericórdia de Cachoeiro de Itapemirim, em 2010, que pega na árvore geneológica para explicar que ao doarmos órgãos podemos permanecer em outra vidas, viver outras histórias (ver vídeo). Encontrei também um comovente vídeo de uma campanha da Santa Casa da Misericórdia no Brasil em que um cãozinho reconhece algo que lhe é familiar numa pessoa desconhecida que vai a passar na rua, lembrando que “When you donate an organ, a part of you keeps alive. Be a donor.”. E falo ainda de uma campanha de 2011 da organização Donate Life Illinois que mostra (ver vídeo) que “You don’t have to be a superhero to save lives”.

 

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