Campanhas que «puxam» pelo melhor que há em nós

 

Já estamos todos habituados a campanhas de solidariedade e de responsabilidade social, mas as que vos trago hoje têm a particularidade de «puxarem» pelo melhor que há em nós depois de sermos «provocados» com um pedido de ajuda quando/onde menos esperávamos.

Todos os anos a organização internacional The Salvation Army recolhe cobertores e mantas para os sem-abrigo. Embora estas campanhas de recolha sejam feitas normalmente no período de inverno, a organização lembrou-se de porque não recolher antes mesmo da época em que os sem-abrigo mais precisam? Assim, a organização marcou presença num grande evento desportivo de verão: o África do Sul vs Austrália da Twenty20 cricket. Aproveitando o facto de que as pessoas levam mantas para se sentarem na relva enquanto vêem o jogo, a organização pediu às pessoas que deixassem as suas mantas quando fossem embora, através de uma mensagem impressa em algumas mantas que foram espalhadas pelo espaço. Será que resultou? Ora vejam:

 

O próximo exemplo que vos trago pertence às Forças Armadas suecas, tratando-se de uma inteligente campanha de recrutamento. Uma grande caixa foi colocada no centro de Estocolmo e alguns indivíduos foram lá fechados (tipo, como prisioneiros), sem qualquer contacto com o mundo real. A única maneira de escapar seria sendo libertado por alguém de fora. Ao mesmo tempo, iam sendo transmitidas imagens do interior da caixa para wesites, banners e outdoors. Será que alguém trocaria de lugar com uma pessoa, colocando-se voluntariamente numa situação de prisioneiro, só para a libertar? 

 

Como seria de esperar, a campanha gerou uma grande conversação online e o melhor de tudo foi que as Forças Armadas suecas conseguiram preencher todos os postos de trabalho que estavam vagos.

E vocês? Alguma vez se sentiram «provocados» por alguma campanha para ajudar alguma causa?

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Publicidade mal feita ou propositadamente ridícula?

 

Como estamos no verão e andamos todos um pouco mais «entorpecidos», deixo-vos hoje um texto bem ligeiro. Vou falar-vos daqueles vídeos publicitários que por vezes aparecem na televisão que «roçam o ridículo». Temos a noção de que a maior parte dos consumidores não é técnico no assunto, mas também não é parvo e percebe quando a publicidade não é bem feita (penso que li isto no livro ‘Tempestade Cerebral’ do Edson Athayde). Mas fico sempre na dúvida e não consigo deixar de pensar se se trata de um anúncio publicitário mal feito ou se foi mesmo pensado para ser ridículo/engraçado?

Um dos meus preferidos é o ‘Último Grito’ da Telha Lógica. Podem recordar no vídeo abaixo:

 

E porque não falar do anúncio do anti-histamínico Fenistil Gel que, para mostrar o seu poder no alívio das alergias da pele e das comichões, testou a «resiliência» de um monge budista?! Ora vejam abaixo (em espanhol):

 

E termino com o último «deste género» que andou a passar na televisão portuguesa do inseticida BioKill… não deixa dúvidas, devora todo o tipo de bicho!

 

E vocês? Como «classificariam» estes anúncios?

O lado publicitário das selfies

Na revista Visão desta semana (Nº1119 – 14 a 20 agosto) vinha um artigo de Cécile Deffontaines relacionado com este novo comportamento social das selfies. Neste artigo, o psicanalista Michael Stora fala de uma sociedade exibicionista, onde as selfies se encaixam que nem uma luva. “A selfie não é mais do que o ego”, afirma a semióloga Laurence Allard. Mas, no mesmo artigo pode ler-se que a selfie também está a ser usada como forma de chamar a atenção para algumas causas e passar mensagens mais sérias. Falo, por exemplo, das selfies trash com detritos em segundo plano que foram publicadas por tunisinos para denunciar a insalubridade no seu país, ou dos retratos em frente de militares difundidos pelos tailandeses para contestar a lei marcial há pouco tempo instaurada.

Não posso deixar de notar que, também os marketeers e publicitários têm tentado tirar partido desta tendência. Posso dar como exemplo o anúncio publicitário que vêem abaixo para o smartphone da LG. A marca poderia tê-lo «posicionado» como um smartphone que tem uma câmara fotográfica de muito boa qualidade, mas não… é um smartphone que tira “selfies topo de gama”.

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E claro que a Dove não podia perder esta oportunidade de continuar a inspirar as mulheres de todo o mundo a redefinir o conceito de beleza. Neste vídeo vão ver a «viagem digital» de um grupo de adolescentes e suas mães, enquanto elas criam um novo tipo de selfie – uma que celebre a sua beleza única.

E quando a National Geographic pensou numa campanha para mostrar ao mundo quem é realmente o melhor a tirar fotografias de animais colocou animais a tirar selfies no espelho.

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E porque não falar do caso da selfie da Ellen Degeneres, rodeada de estrelas de Hollywood, tirada na 86ª gala dos Óscares de que tanto se falou e que acabou por se revelar um «golpe publicitário» da Samsung?! Em menos de uma hora, a selfie de Ellen Degeneres entrou para a história como a mais partilhada no Twitter, ao ultrapassar um milhão de tweets. Algo que nos pareceu espontâneo no momento, afinal foi uma estratégia publicitária para promover o Samsung Galaxy Note 3, uma das mais recentes novidades da marca. Para além do «golpe» com a selfie, a Samsung também exibiu publicidade durante a cerimónia do smartphone Galaxy S5 e tinha no local uma «parede» com televisões, smartphones e tablets da marca.

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E se estão à procura de uma maneira para tirar as melhores selfies, a designer de moda russa Timur Kim concebeu uma coleção de t-shirts exatamente para esse propósito. 

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E vocês? Qual foi a campanha publicitária que para vocês utilizou de forma mais criativa as selfies?

P.S.: Se ainda não conseguiram a selfie prefeita, basta pesquisarem por infografias ou guias que vos vão ajudar.

Campanhas de crianças para adultos

Quantos de nós já não ficaram de boca aberta com algo que uma criança disse ou fez?! Pois é, às vezes algo que é dito pela boca de uma criança pode ter um efeito bem maior em nós do que se fosse dito por um adulto. Pegando nisto mesmo, muitas agências criativas desenvolvem ações de comunicação para marcas e organizações onde as crianças «assumem o papel principal».

Falo por exemplo da campanha desenvolvida para a instituição brasileira Casa do Zezinho onde dois pequenos atores pedem ajuda a quem passa na rua… mas não era bem dinheiro o que eles pretendiam. Ora vejam:

 

E quando a Ogilvy & Mather Bangkok colocou crianças na rua a fumar para passar a mensagem da Thai Health Promotion Foundation?! Nesta campanha, que conquistou o bronze nos prémios do festival internacional de criatividade Cannes Lions em 2012, vemos crianças a dirigirem-se a adultos que estão na rua a fumar e a pedir-lhes lume. Os adultos tinham logo a resposta na ponta da língua… fumar faz mal! Então, como dizem estas crianças, “se faz tão mal, porque está a fumar?”. Como será que as pessoas reagiram? É só ver o vídeo abaixo.

 

Ou esta «pequena» demonstração de utilização do Windows 8 numa loja da Fnac para mostrar que… é simples!

Há algo na inocência de uma criança que nos desarma.

E vocês? Qual foi a campanha que vos fez sentir bem «pequeninos»?

As grandes marcas não vão de férias          

Estamos em pleno mês de agosto, a época de férias por excelência! O bom tempo convida a atividades ao ar livre e muitas pessoas aproveitam para passar uns dias na praia. E lá estão as marcas a marcar presença e a lembrar-nos (das mais variadas formas) de como elas são importantes na nossa vida.

Seja este chuveiro da Coca-Cola que encontrei numa pequena praia no norte de Portugal…

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Ou o anúncio de imprensa que a Nivea desenvolveu para “ajudar” os pais a vigiarem os seus filhos na praia…

E até a Allianz está apostada em assegurar que tenhamos um verão sem incidentes. Em parceria com o Instituto de Socorros a Náufragos, a seguradora lançou a iniciativa Praia Segura, que nada mais é do que um conjunto de ações de sensibilização para os cuidados a ter na época balnear.

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Pois é, há marcas que não vão de férias. Marcas como a Coca-Cola, a Nivea e a Allianz não perdem uma oportunidade para se «associarem» aos melhores (ou piores) momentos da nossa vida. As grandes marcas (tal como os melhores amigos) estão sempre lá!

E vocês? De que forma têm notado a presença das marcas nas vossas vidas?

As marcas a “brincarem” com a temperatura

Em vez de dizerem aos consumidores quais os benefícios dos seus produtos, há marcas que optam por deixar que os consumidores obtenham a experiência por si próprios dos benefícios dos produtos. No fundo, a ideia é dar uma imagem do que as pessoas podem ganhar ao adquirirem os seus produtos… e que melhor do que «brincar» com a (nossa) temperatura?!

Com as altas temperaturas que se fazem sentir no verão em Atenas, a Ice Tea configurou uma paragem de autocarro situada em frente a uma biblioteca pública numa «Cool Down Stop», refrescando assim todos os que por ali passavam. Oram vejam como:

 

Já no Canadá, a Duracell apostou em aquecer os dias gélidos de inverno. Foi construída e colocada na rua (também!) uma paragem de autocarro com aquecimento… mas que só funciona através do calor humano. Vejam como funciona:

 

E vocês? Are you hot or cold?

Quando as marcas nos levam a reagir/agir

Cada vez mais conscientes de que nós (consumidores) colocamos informação na memória pelos sentidos, marcas e organizações têm vindo a apostar em estratégias para construir experiências que nos levam a reagir/agir; são aquelas ações que apelam às experiências físicas.

Sabendo que o uso do telemóvel está a provocar cada vez mais mortes na estrada, a Volkswagen preparou uma «experiência real» numa sala de cinema em Pequim de forma a «mostrar» o que nos pode acontecer quando tiramos (nem que seja por um segundo) os olhos da estrada para mexer no telemóvel. Ora «ponham os olhos» nisto:

 

No nosso mundo confortável, basta-nos abrir a torneira e a água jorra, clara e limpa. Mas a água potável não é um recurso garantido para todos. No âmbito de uma campanha associada ao Dia Mundial da Água, a organização internacional de apoio a África AMERF Itália quis que os utilizadores do metro em Roma «experienciassem» o que um africano tem de fazer para conseguir água potável. Foi este o resultado:

 

Apoiada na ideia da solidariedade feminina, a KAFA – uma organização que luta pelos direitos humanos – «engendrou» uma experiência que testou os limites das mulheres em relação à violência doméstica (verbal) durante uma (banal) viagem de táxi no Líbano.

 

E vocês? Já alguma marca vos levou a reagir/agir?

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