Como é que partilhamos na nossa vida virtual?

A partilha online tornou-se parte do nosso dia-a-dia e, consequentemente, revela-se de grande importância para as empresas/marcas. Mas, claro está, as pessoas partilham informação online de diferentes formas. Em 2013, a StatPro criou uma infografia onde mostra como nós podemos ser caracterizados tendo em conta a forma como partilhamos. ‘The Psychology of Sharing’ revela-nos 6 diferentes tipos de «sharer», como podem ver abaixo.

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E vocês? Que tipo de «sharer» são vocês? Descubram neste quiz.

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Quando as marcas nos chamam pelo nosso próprio nome

Quando nos cruzamos com alguém conhecido, fica sempre bem cumprimentar a pessoa dizendo o seu nome próprio; desde pequenos que ouvimos dizer que é importante tratar as pessoas pelo seu nome. Aliás, a Starbucks e a sua «política» de escrever o nome dos clientes nos seus copos veio mostrar ainda mais que a personalização é uma das palavras-chave do mundo moderno. É que as pessoas gostam mesmo disso (até já cheguei a pensar se as pessoas vão lá só para passarem por essa experiência de verem o seu nome num copo da Starbucks!)… E sempre que o funcionário escreve o nome mal, as pessoas não perdem tempo em anunciá-lo nas redes sociais para os seus amigos (até o comediante Paul Gail fez um vídeo humorístico onde tentou explicar porque a Starbucks escreve o nosso nome mal no copo).

Talvez tenha sido por isto tudo que, este verão a Coca-Cola trocou o icónico logótipo das suas garrafas por centenas dos nomes próprios mais populares. Como podem ver pelo vídeo abaixo, “Share a Coke” foi a campanha que chegou a mais de 50 países, convidando os fãs a encontrarem os seus nomes, e os nomes de membros da família, amigos, colegas.

Tratando-se de uma campanha que pretende ser um impulso para as pessoas partilharem momentos de felicidade com a sua família e amigos de uma forma especial, a Coca-Cola também disponibilizou latas personalizadas para partilhar com as pessoas mais importantes da vida de cada um: “A tua mãe”, “O teu pai”, “A tua avó”, “O teu avô”, “O teu irmão”, O teu marido”, “A tua mulher”, A tua namorada”, “O teu sogro”, “O teu amigo”, “A tua chefe” ou “O teu vizinho”. Estas latas podiam ser encontradas nos hiper e supermercados, cafés e restaurantes. Paralelamente, a Coca-Cola promoveu uma espécie de roadshow pelo país para a personalização das latas, tal como aqui escrevi há cerca de duas semanas atrás (ler post aqui). Claro está, a campanha foi dada a conhecer através de publicidade na televisão e publicidade exterior, bem como nas redes sociais e no website (ver aqui).

A verdade é que diariamente temos contacto com diversas pessoas que cumprimentamos mas quase nunca sabemos o seu nome, como por exemplo, os motoristas de autocarro, seguranças, porteiros, aquele funcionário(a) simpático(a) onde vamos sempre tomar o café ou comprar o jornal. E por isso mesmo, e aproveitando a campanha da personalização dos nomes a decorrer, a Coca-Cola não perdeu a oportunidade e pensou numa forma diferente de agradecer e dizer obrigado a essas pessoas (ler mais aqui). Ora vejam como tudo aconteceu nas Filipinas no vídeo abaixo:

Com esta campanha a Coca-Cola conseguiu até ver as suas vendas aumentar, pelo menos nos EUA como nos reporta o The Wall Street Journal.

E vocês? Gostam que vos tratem pelo vosso nome?

A dança em campanha

Eu sei, eu sei… É segunda-feira e ninguém está muito virado para a dança. E por isso mesmo é que devíamos dançar! Mas depois de verem os vídeos que escolhi para hoje, desafio-vos a ficarem sentados!

Primeiro, tinha de falar daquele remake que doentes com cancro fizeram do vídeo de música “Call on me” do Eric Prydz’s. Se ainda não o ouviram não percam mais tempo (está mesmo aqui em baixo!), pois como vão poder ver o cancro não tem de matar a nossa confiança.


Aktiv Against Cancer
trabalha para mostrar que a atividade física deve ser uma parte integrante do tratamento do cancro e os benefícios da atividade física na luta contra o cancro. Basicamente, incentivam as pessoas a serem ativas contra o cancro.

E porque não dançar enquanto o semáforo vermelho nos obriga a parar?! As pessoas andam sempre a fugir do semáforo vermelho, e se poderem vê-lo pelas costas melhor! A Smart sabe bem disso e, de forma smart, conseguiu que as pessoas gostassem do semáforo vermelho. Aliás, conseguiu que as pessoas ansiassem pelo sinal vermelho. Como? Pôs as luzes dos semáforos a dançar! E, ao mesmo tempo, contribui para uma maior segurança na estrada.


E se ainda têm dúvidas quanto aos benefícios da dança, lembrem-se da forma como a Evian escolheu mostrar que a sua água mantém o coração dos adultos jovem. Pois é, eles conseguiram passar essa mensagem com bebés dançantes, transmitindo energia e jovialidade ao mesmo tempo.


E termino com as crianças e jovens do Centro Menino Jesus da Manhiça, em Moçambique, apoiadas pelo projeto SER HUMANO da Organização Não Governamental para o Desenvolvimento TESE, a mostrarem como é que se dança.


E vocês? Alinham em dançar numa segunda-feira?

A integração das marcas no negócio dos gostos

No outro dia andava pela rua e passei por uma loja da Robbialac, um casal ia à minha frente e o marido diz “Olha aqui as tintas do Querido mudei a casa!”. Pois é! É que nem foi “Olha aqui as tintas que usam no Querido mudei a casa!”. (Para quem ainda não sabe, o Querido mudei a casa é um programa de remodelação de espaços com bastante notoriedade na televisão portuguesa.) E isto fez-me pensar no poder da inclusão de bens e serviços em programas de televisão de referência, ou em outros meios até. No caso do Querido mudei a casa temos a identificação do patrocínio e a colocação de produto/ajuda à produção. E claro que as marcas conseguem ter mais visibilidade (ou melhor dizendo, uma outra visibilidade) ao associar os seus produtos/serviços a programas apelativos.

Tudo isto me fez lembrar de um documentário que vi há uns dias no programa Observatório do Mundo da TVI24 sobre a geração dos likes, que falava daqueles adolescentes com milhares (senão milhões) de seguidores no Youtube que estão a chamar a atenção das marcas. Os adolescentes estão a conquistar o YouTube, criando vídeos com grande sucesso no canal, chegando a alcançar o estatuto de vedetas/famosos. Os chamados YouTubers querem mesmo trabalhar com marcas; falo de acordos para integração das marcas nos seus vídeos. Está a tornar-se numa tática para marcas que querem ser vistas como cool por exemplo, ou para marcas com produtos de nicho.

Dou-vos o exemplo de um rapaz de 24 anos chamado Tyler Oakley (com mais de 5 milhões de subscritores no seu canal do YouTube) que já trabalhou com marcas como Pepsi, MTV, Taco Bell… e ele simplesmente coloca vídeos nos quais fala sobre coisas e responde a perguntas que lhe são enviadas pelos fãs (sim, fãs imaginem!). Ou o jovem Steven Fernandez (atualmente conhecido como Baby Scumbag) que nunca imaginou o sucesso que ia ter quando começou a colocar no YouTube os vídeos das suas proezas em cima de um skate. Não tardou muito para a marca de artigos de skateboard Primitive olhar para ele com outros olhos, se é que me entendem!

Em vez de venderem os produtos ao público adolescente, as marcas colocam os próprios adolescentes a «venderem» os produtos. As marcas perceberam o valor que tem hoje em dia quando um adolescente diz aos seus amigos/seguidores “Eu gosto disto!”, “Eu gosto daquilo!”. É a mistura perfeita entre cultura e comércio.

Jason Calicanis é um empresário e bloguer que neste documentário falou sobre como as marcas se estão a ajustar ao mundo digital no sentido em que, como explicou, “audience equals power”. “The bigger your audience and the deeper your connection with it, the more opportunity you’re going to have in your life.”, disse Calicanis (mais declarações aqui). Neste documentário ficou claro que as marcas estão mesmo à procura de oportunidades para tirar vantagem das grandes audiências destes jovens YouTubers, e assim fazer dinheiro. Em última análise, basta vermos o filme “The Hunger Games”, e aí temos retratada “a economia dos gostos”!

E vocês? “Gostam disto?”

Marcas que nos fazem cantar (ou calar)

Som e silêncio (ou ausência de som para alguns). É disso que trata o meu texto de hoje. O som opõe-se ao silêncio, que se opõe ao ruído, que se opõe ao som e vice-versa… Deixando-me desta conversa de metafisica, no fundo, como se opõem entre si, o som faz o silêncio e o silêncio faz o som. E as marcas de cerveja de que vos vou falar hoje souberam aproveitar-se precisamente disto para as suas campanhas, ora pondo-nos a cantar ora “comprando” o nosso silêncio.

A marca Molson pôs as pessoas a cantar na rua… o hino nacional do Canadá em troca de cerveja grátis. A marca conseguiu utilizar de forma inteligente a tecnologia para proporcionar a experiência que pretendiam: o uso do reconhecimento do som para medir e gravar a exatidão dos participantes ao cantar o hino. Quem mostrasse mais espírito patriótico conseguia abrir o frigorífico da Molson. Ora vejam o vídeo que nos mostra como tudo foi feito:

 

Já a Heineken pediu silêncio nas ruas de Nova Iorque… silêncio em troca de dois bilhetes para o US Open de ténis. A Heineken já tem vindo a patrocinar este grande evento de ténis há alguns anos, mas este ano decidiu lançar um desafio nas ruas de Nova Iorque. A marca montou em plena Union Square (Nova Iorque) uma daquelas cadeiras altas que usam os árbitros de ténis e tentou aliciar algumas pessoas que iam passando a sentar-se na cadeira e a pedir silêncio a todas as pessoas que estivessem na praça (tal como os árbitros têm de fazer com o público em todas as partidas de ténis). Será que alguém conseguiu? Como? Vejam o vídeo da ação em baixo:

E vocês? Qual dos desafios aceitavam?

Vai um balde de água fria?

Agora que esta «onda» do desafio do balde de água gelada está em maré baixa, decidi que era altura de me debruçar sobre ele. Afinal o que é que se passa para andarem todos a despejar em si mesmos água gelada?

Parece que tudo começou no início deste verão com o objetivo de arrecadar fundos para pesquisas ligadas ao tratamento da Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA). Uma pessoa era nomeada por outra para despejar sobre si mesmo um balde de água gelada e se não o fizesse dentro do prazo dado teria de doar dinheiro para a Associação Esclerose Lateral Amiotrófica. Acontece é que muitas pessoas optaram por fazer as duas coisas e começaram a publicar os vídeos dos seus feitos online e a nomear outras pessoas, espalhando assim a palavra e tornando-se viral por todo o mundo (para saber mais clique aqui).

A verdade é que o meu feed de notícias das redes sociais foi invadido por vídeos de pessoas a despejar sobre si mesmas água gelada… Ora eram os meus amigos, ora eram personalidades reconhecidas/famosos, até mesmo alguns produtos (como foi o caso do Samsung Galaxy S5 que desafiou todos os seus utilizadores num vídeo), e marcas bem conhecidas como a Old Spice.

«Abraçado» como o desafio deste verão, até teve tempo de antena em alguns programas de televisão, como podem ver no vídeo abaixo:

E ainda marcas e empresas a desafiarem-se umas às outras, como foi o caso da Super Bock que lançou o desafio à Sagres e Sumol. Será que aceitaram?! Ora vejam neste link.

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Foram mesmo muitas as marcas que não quiseram ficar de fora desta «onda» e puxaram por toda a sua criatividade para responder a este desafio (ver aqui alguns exemplos).

E agora pergunto-me… Mas porque é que as pessoas quereriam despejar sobre si mesmas um balde de água gelada?! Porque é que este desafio teve tanto sucesso? São várias as razões que poderia aqui apontar mas, só pelo facto de se tratar de uma causa social e de sentirmos que com esse acto estamos realmente a fazer a diferença já dá para perceber um pouco. Além do mais, ninguém vai querer ser aquele que quebra a corrente, uma vez que o desafio é feito publicamente.

Claro que houve pessoas que entraram neste desafio apenas pela brincadeira (e visibilidade online, sejamos sinceros!) e não doaram dinheiro. Mas isso também é o que acontece em muitas das campanhas de angariação de fundos. Mas, neste caso, o principal foi conseguido… Nunca se falou tanto de Esclerose Lateral Amiotrófica como agora. E calculo que muito dinheiro tenha sido doado em todo o mundo.

E vocês? Também levaram com um balde de água fria?

Haja marcas neste baile de verão

Verão rima com diversão e por todo o país as festas e feiras dão-nos um grande bailão! Claro que as marcas não perdem oportunidade de se juntarem à festa e se fazerem associar a estes momentos, seja com os seus stands tradicionais de divulgação/promoção, seja oferendo algo extra proporcionando um momento diferente.

Falo por exemplo da Coca-Cola que andou a percorrer o país com as suas latas personalizadas. Foram mais de 100.000 as latas de Coca-Cola personalizadas por todo o país, destinadas a serem partilhadas com alguém especial… para continuar a espalhar a felicidade! As imagens que vêem abaixo foram tiradas na edição deste ano da Feira de São Mateus em Viseu.

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Outro exemplo que poderia dar é o da presença do Crédito Agrícola na Expofacic, Feira de Agrícola, Comercial e Industrial de Cantanhede deste ano. Considerando de grande importância estratégica a participação neste evento, a marca apareceu este ano com um stand renovado e assegurou, de forma exclusiva, o fornecimento dos equipamentos Multibanco em todo o certame. A marca também se fez notar através de publicidade sonora e filme institucional, com a oferta de 100.000 toalhetes de mesa para as tasquinhas, a colocação de lonas gigantes com publicidade institucional, o logótipo nos bilhetes de entrada, e uma imagem nos folhetos de promoção.

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E vocês? Também foram no bailão de alguma marca este verão?