Quando as coisas não andam «sobre rodas»

Já começam a aparecer aqueles dias chuvosos de inverno, dando origem a pequenos lagos nas estradas e passeios das cidades. Não querendo parecer anti-carros, a verdade é que, para quem anda a pé nas ruas, não se livra de uma bela «molha» quando passa um carro com uma velocidade mais excessiva e salpica (salpicar é dizer pouco!) água para quem se desloca no passeio. Isto fez-me pensar em algumas situações em que carros e automobilistas, como se costuma dizer, não ficam lá muito bem na fotografia.

Este ano, alguns ciclistas da organização Let’s Bike It deram nas vistas na Letónia quando, para celebrar o Dia Internacional Sem Carros (comemorado a 22 de setembro), «vestiram» as suas bicicletas como carros. Tudo para mostrar quanto espaço um carro ocupa na estrada, em comparação com uma bicicleta (outras informações aqui). É só ver pelas imagens abaixo!

carro 1  carro 2

Só uma curiosidade… Em 2010, dois ciclistas desta organização aventuram-se numa viagem de bicicleta pela Europa, da Rússia a Portugal, com o propósito de conhecer a «cultura ciclista» nos países da Europa (ver vídeo aqui).

Agora, não existe maior «abuso» no trânsito do que estacionar o carro no espaço destinado a pessoas com incapacidade física. Têm surgido algumas ações de comunicação para tentar conscientizar as pessoas a não estacionar em vagas destinadas a deficientes. Uma delas partiu da agência brasileira The Getz, em 2013, com a campanha “Esta vaga não é sua nem por um minuto”, colocando cadeiras de rodas em lugares de estacionamento «normais» num parque de estacionamento em Curitiba (mais informações aqui). Ora vejam a reação das pessoas:

Há precisamente um ano, sob o lema “Fomos ali e não demoramos nada”, um grupo de pessoas com mobilidade motora condicionada também decidiu ocupar vagas de estacionamento com as suas cadeiras de roda na nossa cidade de Lisboa (saber mais aqui).

carro 3  carro 4

Há depois aqueles mais radicais que chegam ao ponto de «pintar» aquele dístico de estacionamento dos carros de deficientes nos carros destes automobilistas (ver vídeo aqui). Podiam antes ter utilizado aquela aplicação gratuita e disponível para IOS, Android e até Blackberry (descarregar aqui) e denunciar a situação (mais informação aqui).

Bom, nada como acabar com o manifesto pró-bike inspirado no poema “Não te amo mais” de Clarice Lispector. Produzido pela agência brasileira Salve em 2012, diz tudo… é só ouvir:


E vocês? Como andam sobre (quatro) rodas?

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E se uma parte da nossa felicidade dependesse da nossa gratidão?

Hoje, ao ler mais um dos textos do formador e trainer em desenvolvimento pessoal Pedro Rui Carvalho percebi que seria mais feliz se não exigisse nada e aceitasse com gratidão o que a vida me traz (textos aqui). “Count your blessings and you will have an attitude of gratitude” já dizia o filantropo americano John Templeton, que sempre se debruçou sobre a dimensão espiritual da vida. É por isto que, nos dias de hoje, a Fundação John Templeton procura apoiar a investigação relativa à ciência e prática da gratidão (saber mais aqui). Neste âmbito, o professor de Psicologia Robert A. Emmons está a conduzir um projeto de investigação, onde procura as evidências da gratidão nas escolas, empresas e comunidades. A infografia abaixo parte precisamente de um texto publicado por Emmons onde aponta algumas das razões porque é melhor viver com gratidão (ler aqui).

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Retomando o texto de Pedro Rui Carvalho, a gratidão “é semear razões, boas razões para continuar”. Podemos começar por nos sentirmos gratos por aquilo que já temos.

E vocês? Costumam «contabilizar» as vossas bênçãos e dar graças no vosso dia-a-dia?

O “Keep It Simple” na comunicação

Esta semana vi uma ação com uma vending machine de uma agência de criatividade no Canadá que me fez pensar que, por vezes, o minimalismo também chama a atenção das pessoas. Já aqui falei de várias ações com vending machines como veículo de comunicação/promoção de marcas. Sabendo que nós já estamos a contar que algo de extraordinário aconteça quando há uma vending machine por perto, a agência Taxi decidiu jogar pelo contrário (saber mais aqui). Ora vejam:


E foi em linha com esta ideia de comunicação minimalista que a agência austríaca WILD criou uma forma virtual de enviarmos mensagens de uma forma bastante simples: com as mãos. O sendamessage.to permite-nos enviar vários tipos de mensagens, como High Five, Fuck You, Respect,Peace, Hang Loose, Rock’n Roll e Thumbs Up, para um destinatário à nossa escolha, como podem ver pela imagem abaixo.

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Depois temos o projeto minimalista do designer Mehmet Gozetlik que decidiu perceber o que aconteceria se pegasse nas marcas mais icónicas e simplificasse ao máximo os detalhes das suas embalagens (ver aqui). Será que iria fazer muita diferença? Olhem só para os exemplos abaixo:

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E termino falando dos pequenos e simples vídeos publicitários que a marca de vestuário Gap lançou no início deste mês (outras informações aqui). No total são 10 mini-spots que promovem a coleção de natal do retalhista (consultar guia aqui). Deixo-vos em baixo três desses vídeos, mas podem ver todos aqui.


E vocês? Também gostam de jogar pelo minimalismo?

Estará o multitasking a afetar o nosso desempenho profissional?

Há uma «guerra» pela nossa atenção. Num mundo cada vez mais conectado, estamos constantemente a ser distraídos por notificações de email, sms ou mensagens nas redes sociais… com tantas coisas a «roubar» a nossa atenção, não dá como não cair na tentação de fazer múltiplas tarefas ao mesmo tempo. Mas que impacto terão estas «distrações»? Para responder a esta pergunta, no início deste ano, o Fuze (serviço que oferece soluções de comunicação visual) desenvolveu um estudo para perceber o impacto do multitasking durante as reuniões de trabalho (saber mais aqui).

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Com as tecnologias a evoluírem tão rapidamente, fica claro que as nossas distrações só poderão aumentar.

E vocês? Também não perdem uma oportunidade para multitasking?

Campanhas de meter medo ao susto

Agora que já tivemos uns dias para nos recompormos das “doçuras e travessuras” deste Halloween, chegou o momento de vos falar deste dia de uma perspetiva comercial. É que este dia é levado a sério por muitas marcas/empresas, considerado como uma excelente oportunidade para gerar envolvimento das marcas através, por exemplo, de ações de comunicação ou spots publicitários temáticos.

Ainda faltavam alguns dias para o Halloween quando a IKEA em Singapura (Sudeste Asiático) lançou um vídeo sombrio de um rapazinho a percorrer os corredores de uma loja vazia no seu triciclo, até que encontra algo inesperado… Só sei que, da próxima vez que pensarem em ir fazer compras à noite vão lembrar-se deste vídeo, que parece saído de uma cena do filme de terror “O Iluminado“.


Tudo isto para comunicar que as suas lojas ficavam abertas até às 23 horas neste período do Halloween e, ao mesmo tempo, promover o concurso ‘Halloween Spot & Win’ no Facebook; concurso este que desafiava as pessoas a encontrarem os 13 objetos escondidos no vídeo, ganhando grandes descontos neles.

A marca de snacks Cheetos, por exemplo, não deu escolha aos seus fãs, que levaram todos com uma grande “travessura”. A marca andou a pregar partidas num supermercado, que foram captadas por uma câmara oculta. Deixo-vos abaixo um «aperitivo», mas podem encontrar os outros vídeos no canal da marca no YouTube aqui.


Inspirada por alguns dos monstros mais temidos do Halloween, a Oreo «fechou-se» no laboratório para fazer «experiências» com as suas bolachas. Ao longo da semana do Halloween, vários “nomster” foram dados a conhecer ao mundo em vídeos stop motion que podiam ser vistos através do Facebook, Twitter e Instagram da marca (mais sobre a campanha aqui), como o que podem ver abaixo.


E este ano até as campanhas políticas aderiram ao lado sombrio do Halloween… É que por esses dias os EUA tiveram em mãos as eleições legislativas para definir novos deputados, senadores e governadores (saber mais aqui), e os candidatos não podiam deixar escapar esta oportunidade de «invadir» as festividades dos eleitores. Desde o press realease cheio de trocadilhos de Halloween (ler aqui) do candidato independente ao Senado Greg Orman, ao spot televisivo “Scary Movie” do atual governador da Pensilvânia cheio de «recados políticos», como podem ver abaixo.


Mas o Halloween não se faz só de travessuras. Em 2012, a Audi apostou numa campanha de guerrilha onde andou a «mascarar» carros de outras marcas de Audis… porque no Halloween, qualquer carro pode realizar o seu sonho e sentir-se como um Audi.


E se já todos conhecemos o “Tu não és tu quando tens fome” dos spots televisivos da marca de chocolate Snickers, em Espanha a marca lançou neste Halloween um spot com o trocadilho “As mães metem medo quando têm fome” (mais sobre a campanha aqui). Ora vejam:


Agora imaginem uma carrinha velha e enferrujada a parar em frente de uma casa isolada. Um vulto sombrio sai da carrinha, debaixo de uma chuva arrepiante, enquanto uma mulher jovem e bonita está descontraída a tomar o seu banho… Para saberem o final vão ter de ver o vídeo abaixo, mas deixem-me que vos diga que a gama de gel de banho, loções e sabonetes LUX deu literalmente vida ao seu slogan “LUX salva a tua pele”.


Já a conhecida marca masculina de desodorizante/colónia para o corpo AXE quis mostrar que o ‘Efeito AXE‘ até «faz efeito» num morto-vivo mal cheiroso.


E vocês? Vão mais na “doçura” ou na “travessura” das marcas?

BÓNUS: Com o objetivo de tentar consciencializar para o grande número de ataques cardíacos no Brasil, e «subindo na vassoura» do Halloween, o Hospital Clinicanp colocou um «homem-coração» nas ruas para pregar sustos às pessoas… Foram «ataques» de um «homem-coração» que quase lhes provocava ataques de coração, como podem ver aqui. Percebem o trocadilho?

Será que vamos ter um novembro cabeludo?

Este fim de semana fiquei a conhecer o «movimento» No Shave November, uma forma diferente (e original) de sensibilizar para o cancro. Em parceria com a American Cancer Society, este movimento tem como objetivo «agarrarem-se» ao vosso cabelo e barba, que muitos pacientes com cancro perdem, deixar crescer e, ao mesmo tempo, doar o dinheiro que gastariam para cortar o cabelo e fazer a barba nesse mês. E mesmo que não estejam prontos para aderir a um novo look, considerem esta oportunidade para doar algum dinheiro, ajudar a espalhar a mensagem e salvar vidas. Para vos ajudar a tomar essa decisão, deixo-vos aqui uma infografia desenvolvida pela empresa de entretenimento online College Humor:

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E vocês? Qual vai ser o vosso look para este mês de novembro?