O papel de Cinderela é para os clientes

Andava eu um dia destes a passear numa rua de comércio tradicional quando os meus olhos foram «atraídos» por uns sapatos em muito mau estado, rotos até. Isto não tem nada de estranhar (dirão vocês!), não estivesse eu a olhar para os sapatos de uma funcionária de uma sapataria! É que o mínimo que se poderia esperar no atendimento aos clientes de uma sapataria seria que os seus colaboradores estivessem «bem calçados».

Sapato-Cinderela

O mesmo poderia dizer de um salão de cabeleireiro onde as colaboradoras andam com o cabelo todo desmazelado… Afinal, as pessoas que estão no atendimento ao cliente são a “cara” do negócio. Que imagem transmite uma sapataria onde os seus funcionários andam com sapatos rotos ou um salão de cabeleireiro onde a pessoa que nos vai arranjar o cabelo é que precisa de um «arranjinho»?! O que pensariam vocês desta sapataria e deste cabeleireiro? Mesquinhos ou não, estes (pequenos) fatores acabam por ter influenciam no nosso processo de decisão de compra/comportamento de consumo. Na falta de um “selo de confiança”, como podem os comerciantes despertar o nosso interesse?

E vocês? Já passaram por experiências (desmazeladas) como esta?

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Dicas de Marketing para 2013 de 25 especialistas

A esta altura já se devem andar a perguntar o que há a fazer em 2013 no que toca ao Marketing? A pensar nisto, o ExactTarget compilou uma lista com algumas dicas de especialistas de Marketing, deixando antever o que será o Marketing em 2013. ora, inspirem-se:

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O estado dos Media Sociais em 2012… mês a mês

As redes sociais e o “novo” mercado

As empresas já perceberam que se querem ter uma palavra a dizer neste mercado de hoje devem apostar na sua presença online. Há mesmo sectores de actividade em que os Social Media tiveram um enorme impacto, como é o caso do turismo (saber mais). No entanto não podemos deixar de lado o ponto de venda e os canais de atendimento tradicionais. Para ter um bom atendimento online, é preciso fazê-lo com competência também no ponto de venda (ver aqui). Sim, os Social Media são importantes e devem estar entre as prioridades do Marketing hoje em dia, mas não podemos descurar os canais tradicionais.

Antes de se lançar nas redes sociais a marca precisa ter consistência, isto é ter um bom produto ou serviço e prestar uma boa gestão de relacionamento com os clientes. Isto porque, é difícil uma marca ter bons resultados e uma presença online relevante se o seu produto não o for. Até porque o mercado está em constante e rápida mudança e há mesmo até já quem fale do futuro das redes sociais (ver aqui). A questão é que alguns já adivinham o fim do Facebook, abrindo caminho para o Google + ou até para novas redes sociais. Sabemos que as redes socias não têm o mesmo impacto em todos os países, sendo que umas são mais bem recebidas do que outras dependendo das características da rede e do país. Depois, sabemos que há pessoas que têm dificuldades em manter várias redes sociais activas e em aprender como utilizar os recursos das novas.

O mercado está cada vez mais imprevisível, mas a ideia é continuar com a explorar mais na tentativa de tentar perceber o que aí vem em termos de socialização digital. Além do mais, deve reconhecer-se a importância da classe média que tende a crescer em todo o mundo, com o estado actual da economia favorece a opção das marcas por proporcionar aos seus clientes experiências acções online. Algumas marcas já começaram a estudar esta classe apostando em acções bastante criativas para este grupo de consumidores mais racionais e comedidos na hora de gastar (ver exemplos). A Risqué por exemplo criou um site a pensar no público feminino no qual é possível desenvolver o seu próprio look e combiná-lo com os vernizes das linhas Risqué.


A aposta das marcas pelos concursos e promoções online para cativar os clientes vem precisamente nesta linha de aproveitamento dos Social Media como um meio mais económico e mais acessível à maioria da população. Mas não é assim tão fácil levar a cabo um concurco de sucesso nos Social Media. Antes de se lançar num concurso online deve ter bem acente os seus objectivos de Marketing, conhecer a sua audiência, conhecer os diferentes tipos de promoções disponíveis e planear com antecedência (ver aqui).

E vocês o que pensam de tudo isto??

Social Media hots and colds

O mundo tornou-se global e as empresas tiveram de se adaptar a esta mudança. O crescente uso de sites de redes sociais na sociedade fez com que os Social Media assumissem uma grande importância na comunicação das empresas e das marcas. Até os militares já há algum tempo que se vêm debatendo sobre como lidar com os Social Media. Agora o Pentágono está a preparar-se para lançar um site restrito e focado, onde os militares vão poder votar em “ideias” (ver notícia). Os próprios Jogos Olímpicos que vão ter lugar este verão em Londres prometem ser “the first Social Media Olympics”. Atletas e treinadores vão estar posting, tweeting, Facebooking, isto é vão levar a ação aos fãs mais perto mais do que nunca. Já nos Jogos de 2008 em Beijing o Facebook teve 100 milhões de utilizadores e o Twitter 6 milhões. No entanto parece que Comité Olímpico Internacional está a tentar “censurar” os participantes. O Comité reconhece que os Social Media serão uma grande parte da experiência dos Jogos mas, consciente dos benefícios e das armadilhs da comunicação direta com os fãs, a organização estabeleceu algumas linhas orientadoras na utilização dos Social Media que devem ser seguidas pelos participantes durante os Jogos. Por exemplo não podem promover qualquer marca, produto ou serviço, nem podem divulgar palavras ou imagens obscenas.

Portanto, neste ambiente social, as empresas e as marcas já não descuram mesmo inserir ações online nas suas campanhas de comunicação. A Natura por exemplo colocou máquinas de sampling em alguns centros comerciais do Brasil para divulgar a sua linha de perfumaria (ver notícia). Com esta máquina o consumidor podia escolher entre cinco opções de perfumes, conhecer as características do produto e retirar, no mesmo instante, a amostra que gostaria de experimentar. A máquina também estava conectada às redes sociais e equipada com câmara fotográfica, permitindo que as pessoas tirassem uma foto e partilhassem nos seus perfis online.

Contudo sabemos que este tipo de ações não estão acessíveis às Pequenas e Médias Empresas, muito devido aos seus fracos recursos e conhecimentos na área. Mas, cada vez mais, estas empresas têm a possibilidade de jogar de igual para igual. Investir em ferramentas de Social Media grátis é uma das melhores coisas que os pequenos empresários podem fazer para aumentar o reconhecimento da sua marca. Hoje não faltam artigos com ideias e sugestões para a acção das empresas nas redes sociais, opiniões dos chamados especialistas sobre o que as empresas devem e não devem fazer. Há algumas estratégias básicas que podem seguir, mas claro que não há receitas milagrosas. Para início as empresas têm de começar a medir o seu impacto no mundo online, ou seja têm de estar atentas ao que os seus clientes respondem e reagem mais. Depois o timing é tudo; no que toca a uma estratégia de Social Media temos de saber qual é a melhor altura para falar com os nossos clientes, quando eles estão mais disponíceis para nos ouvir. Além disso, usar as plataformas corretas claro; cada plataforma tem a sua especialidade digamos que pode adequar-se ou não ao nosso negócio, por isso devemos tirar partido das melhores funções de cada plataforma. Algo também muito importante é que os Social Media têm de ser tratados como uma estrada de dois sentidos, isto é temos de responder, estabelecer diálogo com os nossos clientes. Outro aspecto a ter em conta é a oferta de descontos e promoções exclusivas; temos de mostrar aos nossos clientes que têm vantagens em seguir-nos online e para isso damos-lhes acesso a ofertas especiais só nesses canais. E, por fim, integrar os Social Media no nosso sistema de negócio.

Até mesmo a marca de luxo Louis Vuitton lançou agora um vídeo em que ensina a fazer a mala para uma viagem, uma espécie de vídeo-tutotial em que explica como se deve fazer a mala a pensar em todos aqueles que adoram viajar, ir de férias, mas detestam fazer a mala (ver notícia).

 

Este vídeo está no site da marca e permite ainda que a pessoa interaja com os acessórios, seguindo as instruções passo a passo. De facto, os vídeos online têm-se tornado uma das opções a que as marcas mais recorrem para promoções interativas. VideoDeals é precisamente um site que permite aos marketeers aproveitamo poder do tag e dos vídeos para promoverem produtos de forma interativa. Qualquer pessoa pode criar uma conta e fazer o upload de um vídeo para o site. E com a tecnologia tag do site podem colocar alguma interatividade no vídeo, permitindo às pessoas encomendar o produto que está a ser mostrado simplesmente clicando no vídeo (ver notícia).

Os Social Media são de facto um fenómeno com grande potencial para o Marketing, mas há que ter cuidado. Tal como no mundo offline, as coisas nem sempre correm bem e são percebidas pelos consumidores da forma como gostaríamos. Já são alguns os exemplo de desastres de Marketing nas redes sociais, como foi o caso da ação do McDonalds’ no Twitter em janeiro deste ano. A marca criou uma campanha no Twitter para encorajar os seguidores a discutir as suas coisas favoritas sobre marca usando a hashtag ‘#McDStories’, mas a verdade é que muitas pessoas usaram a hashtag para apresentar queixas sobre a empresa. De certeza que não era isso que a marca pretendia…

E vocês, o que pensam de tudo isto??

Como as novas tecnologias estão a ser usadas na Política

Já em 2006 um estudo do Bivins Report sobre o papel da Internet nas campanhas políticas nos EUA mostrava que os candidatos já apostavam em ter alguma presença online, a maioria tinha informações pessoais e partilhava arquivos multimédia, mas eram poucos os que usavam recursos mais avançados como blogs, RSS e podcasts. É claro que este estudo foi desenvolvido antes de as Redes Sociais digitais se tornarem um «tópico» tão badalado. Nos últimos anos a interação entre a Internet/tecnologia e a Política tem sido importante – para alguns tem sido mesmo determinante – no desfecho de diversas eleições pelo mundo. De tal forma que, governos de todo o mundo já não descartam as ferramentas proporcionadas pelas novas tecnologias nas suas ações.

Exemplo disso foi o do Parlamento do Reino Unido. Numa tentativa de aproximação a segmentos da população que normalmente não têm muito interesse pelas questões políticas, como é o caso dos jovens, o Departamento de Educação do Parlamento do Reino Unido criou um jogo digital interativo que permite aos utilizadores entender as regras institucionais.

 

As Forças Armadas da Suécia foram ainda mais longe e apostaram numa nova forma para recrutar candidatos… colocaram uma caixa gigante bem no centro de Estocolmo para testar a coragem e a fé no próximo. Vejam como:

 

FONTE: http://www.epolitics.com/2006/10/03/the-internets-role-in-political-campaigns/

http://laciberagora.wordpress.com/2012/05/09/un-video-juego-con-parlamentarios/

http://comunicadores.info/2012/05/10/voce-ajudaria-a-salvar-um-desconhecido-sem-ser-atraves-das-redes-sociais

Como conseguir mais LIKES no Facebook de forma inteligente

Um dia destes cruzei-me com um artigo num blog que falava sobre os “do’s” e os “dont’s” quando se quer conseguir mais likes para a página de fãs no Facebook, ou seja o que se deve fazer e o que não se deve fazer.

Este texto chamou-me particular atenção porque as marcas e empresas cometem muitos erros nesta área. O que há mais são marcas a pedir para “gostarmos” delas, enviando mensagens privadas com textos todos pomposos ou adicionando desenfreadamente o botão “Gosto” do Facebook aos sites ou blogues, basicamente a “pedinchar” likes. Hoje vemos botões de Like do Facebook por todo lado. E o que é que isto nos diz a nós, potenciais clientes e consumidores?? “Eh pah, mais uma…”!

O que as marcas devem fazer é tornarem-se “likeable”, isto é criar coisas que mexam com as emoções e provoquem a curiosidade e o interesse. Existem diversas estratégias que as marcas podem implementar nos ambientes digitais. Apresento aqui dois exemplos, que o leitor pode considerar serem bons ou não, mas que sem dúvida marcam pela diferença e criatividade, fugindo ao claro “pedinchar”.

Um ótimo exemplo disto é a ação que a marca Mini da BMW fez na Holanda e França, através de um “Like” no Facebook o utilizador acendia a chama que estava posicionada para atingir a corda que segurava um carro numa rampa. Em um determinado “Like”, naturalmente a corda iria romper e essa pessoa receberia como prémio o carro da promoção. Gerou suspense e o “estudo” do melhor momento de fazer o “Like”, é uma ação focada na captação de seguidores e não na retenção, e a sensação de queimar uma corda com um clique no botão é algo muito interessante. Ora vejam o vídeo da campanha:

 

Outro exemplo é o da marca de roupa Stussy que lançou uma campanha para conquistar “Likes” prometendo “Strip for Likes”. É uma ação divertida que envolve sedução. Basta gostar” to get the girl undressed!

 

FONTE: http://cappra.wordpress.com/2012/01/19/fantheflame/

http://www.juanmarketing.com/strip-for-likes/

http://theoatmeal.com/comics/facebook_likes