Na rede somos mais fortes

Na semana passada fomos surpreendidos com a notícia de que a Lego não vai renovar o seu contrato com a empresa petrolífera Shell (mais informações aqui). Ao que tudo indica, esta decisão surge depois de a organização ambiental Greenpeace ter lançado no início de julho deste ano um vídeo na Internet que chama a atenção para o cenário angustiante da exploração de petróleo na região do Ártico. Com o título “LEGO: Everything is NOT awesome.”, o vídeo mostra o cenário de um possível derramamento de petróleo na região do Ártico, inteiramente com peças Lego (mais sobre a campanha aqui).

Este vídeo chamou a atenção de pessoas de todo o mundo que se uniram à causa partilhando o vídeo pela Internet. Com mais de 6 milhões de visualizações, está mesmo a ser apontado pelos meios de comunicação internacional como a causa do fim da parceria entre a Lego e a Shell (outras informações aqui).

Ainda não há muito tempo tinha lido que a bem conhecida cadeia de lojas de roupa Zara retirou das lojas um pijama também depois de protestos em redes sociais. O pijama em causa era parecido com o uniforme que os judeus usavam nos campos de concentração, um pijama de criança às riscas azuis e brancas com uma estrela amarela do lado esquerdo, o que gerou enorme contestação por parte das pessoas. A marca foi mesmo acusa de falta de sensibilidade, e foi do Twitter que chegaram as primeiras queixas (mais informações aqui). O modelo estava disponível no website da marca e em algumas lojas de países europeus, incluindo Israel, França, Dinamarca, Albânia e Suécia. A Zara optou por suspender a venda do pijama e pediu logo desculpas, também pelo Twitter (ver aqui), afirmando que o design do pijama teve inspiração dos western americanos.

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E porque não falar de quando (janeiro de 2012) a Fnac teve de «abandonar» uma campanha publicitária depois de muita contestação na rede social Facebook. Foi a frase que podem ver na imagem abaixo que causou tanta indignação na rede. “Troque os Maias pela Meyer”, uma das frases escolhidas para a campanha de troca de livros “Cultura Renova-se” (mais sobre a campanha aqui), deixou alguns portugueses indignados pela comparação feita. A mensagem não demorou a propagar-se pelo Facebook, sendo partilhada por muitos utilizadores portugueses, levando a Fnac a optar mesmo por retirar a campanha depois de ver os comentários deixados pelos utilizadores no Facebook (ler comunicado aqui).

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E vocês? Já se manifestaram na rede contra alguma coisa?

Da ficção científica para a realidade

O cinema sempre tentou provocar a nossa curiosidade e a imaginação do mundo através de filmes de ficção científica como a Guerra dos Mundos, Viagem ao centro da terra  e A Máquina do Tempo. É interessante ver como os filmes mais populares de ficção científica tentam de uma forma geral mostrar os anseios e receios das gerações em relação às novas tecnologias e às descobertas científicas. Mas a verdade é que a tecnologia que até agora fora “exclusiva” de cientistas e engenheiros está cada vez mais acessível ao comum dos cidadãos conduzindo-nos para uma vida cada vez mais tecnológica. Já imaginaram ter uns óculos de sol inteligentes que conseguem ler as emoções e detectar os traumas das pessoas com quem se cruza na rua?! Não se pode dizer que são óculos de visão raio-x, mas a 2AI Labs desenvolveu uns óculos – O2Amps – que dão uma capacidade extra aos nossos olhos para “medir” emoções (ver notícia).

 

Veja-se agora por exemplo a criação da empresa de telecomunicações japonesa NTT Docomo, em parceria com a Fujitsu, de um ecrã transparente único que é sensível ao toque nos dois lados. Promete ser o futuro dos ecrãs permitindo aos utilizadores tarefas múltiplas em dois ecrãs num único dispositivo. Este ecrã duplo permite aos utilizadores aceder facilmente à barra de notificação dos dois lados do ecrã com o dedo indicador (ver notícia).

 

E não se admire se da próxima vez que for a um restaurante encontrar um robô para o servir. Um restaurante localizado em Harbin (China) adoptou recentemente um staff inteiramente de robôs para servir os clientes. Este restaurante dá “emprego” a 18 robos com capacidade para fazer tudo, desde cozinhar a servir. Equipados com detectores de movimentos, estes robôs são capazes de fazer dez expressões faciais diferentes e estabelecer uma conversa em chinês básico (saber mais).

 

 

Até na rua as coisas parecem estar para mudar. O designer russo Mikhail Belyaev desenvolveu um conceito para um candeiro de rua/chapéu de chuva híbrido que pode vir a ser instalado nas cidades para proporcionar abrigo às pessoas quando está a chover. O Lampbrella tem um sensor de movimento e de chuva que ajuda a perceber quando precisa de abrir e fechar (ver notícia).


 

Será que estamos preparados para esta tecnologia toda ou continua ainda a ser só uma “realidade” dos filmes de ficção científica??

Videomapping com um ser humano como tela

 

Por ocasião do lançamento do seu primeiro smartphone com 2 cartões – Galaxy Y Duos – a Samsung fez algo surpreendente: uma projecção mapeada na cara de uma pessoa! Esta técnica de videomapping, anteriormente vista em projecções espectaculares em edifícios, utiliza neste vídeo a face humana como objecto único de trabalho… para construir várias personagens numa só face humana. As imagens foram projectadas directamente sobre um actor que serve como tela.

 

FONTE: http://www.gogojob.com.br/61624

TAP em altos voos no Facebook

Não querendo aqui tomar partido por nenhuma marca, tenho-vos a dizer que estou positivamente surpreendida pela posição que a Tap Portugal adoptou para a sua página no Facebook (facebook.com/TAPPortugal). É que para além das diversas aplicações interactivas disponíveis, permite que as pessoas publiquem no seu mural (geralmente são questões e pedidos de informação), dando uma resposta com a máxima brevidade. Só uma nota… até á data, o facto de ainda não ter aderido ao novo perfil timeline do Facebook, como algumas das marcas com mais notoriedade já o fizeram; a TAP Portugal, sendo a companhia aérea Portuguesa líder de mercado e membro da Star Alliance, deveria talvez posicionar-se como uma marca early adopter destas novas funcionalidades. Mas isso é facilmente esquecido quando partilham fotografias (quase que cinematográficas), como a que está acima, com a seguinte mesagem: “Dream dictionary says that dreaming about flying is a sign of freedom. Come dream with us.”. Não dá para ficar indiferente… pelo menos comigo resultou porque me levou a escrever este post.

Recado em tecnologia de ponta da Greenpeace

 

Acção de videomapping da Greenpeace Brasil surpreendeu uma empresa petroleira, ao projectar uma mensagem na fachada do edifício onde se localiza a sede brasileira da empresa… um protesto contra o início da exploração de óleo no maior santuário marinho do Atlântico Sul.

 

FONTE:

http://www.greenpeace.org/international

Mupie interactivo mostra coisas diferentes a homens e mulheres

 

Numa paragem de autocarro em Londres foi colocado um mupie interactivo que mostra conteúdos diferentes de acordo com o género. Isto é, através de um software de reconhecimento facial, são apresentados conteúdos diferenciados a homens e mulheres.

FONTE:

http://www.springwise.com/marketing_advertising/london-bus-stop-interactive-ad-shows-content-men-women/